"Quantas vezes te digo, quantas vezes... que és para mim o meu homem amado? Que sempre me enlouquece e só aí percebo como estava perdida sem te ter encontrado..."

Serei luz nos teus braços
serei cálice
maciez na curva dos teus lábios
Serei mansidão na mesma hora
em que me torne fogo e não consiga
rasgar a minha paixão e ir-me embora
Serei a tua invenção
e corpo intenso
louca sofreguidão no meu desvairo
Serei o teu grito
no delírio
e também devassidão se necessário.
Maria T. Horta
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